Sustentabilidade já não é apenas uma questão
de imagem corporativa - é também um fator de rentabilidade. Conheça
histórias de empresas que aproveitam seus resíduos de forma estratégica e
lucrativa!
A cada ano, são desperdiçados R$ 4,6 bilhões no Brasil porque não se
recicla tudo o que seria possível reaproveitar. Só a cidade de São
Paulo, por exemplo, gera mais de 12 mil toneladas de lixo por dia – o
que, a casa semana, lotaria um estádio de futebol como o Pacaembu. E, no
planeta, cada ser humano produz cerca de um quilo de lixo por dia, o
que faz com que a Terra gere 400 milhões de toneladas de resíduos a cada
ano. Boa parte disso vem das empresas. Mas muitas delas estão
descobrindo no lixo uma importante fonte de receita – e também de
reconstrução da imagem corporativa.
McDonald's
O óleo que move os motores “Não se trata apenas de algo voltado à imagem da empresa. Nossas projeções já indicam economia de 5% a 7% no gasto de óleo”, comemora Celso Cruz, um engenheiro químico há 11 anos no McDonald’s, hoje diretor da rede de fast-food. Iniciativa pioneira no País, a produção de biocombustível é feita em ciclo fechado: os veículos da Martin-Brower, que fazem o abastecimento do McDonald’s, testam biodiesel produzido a partir do óleo de cozinha recolhido dos próprios restaurantes. A rede McDonald’s, em seus 583 restaurantes no Brasil, compra 3milhões de litros de óleo de fritura por ano e mais 5 milhões de litros de óleo diesel.
Goodyear
O pneu verde
“Estamos no futuro, preocupados mais do que nunca com o planeta a
economia da empresa, e a felicidade de quem participa desse processo”,
comemoram, em uníssono, Sergio Camargo, diretor de tecnologia de pneus
para a América Latina, e Giano Agostini, presidente da Goodyear no
Brasil. Os dados fornecidos são impressionantes : 11 bilhões de libras
(peso, não dinheiro) é o potencial de consumo anual de isopreno, uma
fonte renovável, pelas fabricantes de pneu no mundo inteiro. Além disso,
24% da matéria-prima utilizada hoje pelas indústrias de pneus é
borracha sintética.
Suzano
Replantando o futuro
A Suzano, uma das maiores empresas de papel e celulose do País, assumiu
um compromisso com o futuro. Além de desenvolver as mudas de
reflorestamento, a empresa é praticamente autossuficiente em energia em
várias de suas unidades. Na unidade Mucuri (BA), por exemplo, a empresa
produz internamente 97,75% da energia consumida, em sua maioria a partir
de fontes renováveis, com aplicação do reúso dos resíduos da madeira.
Isso é possível graças ao processo de recuperação química que eles
utilizam nas indústrias. O processo Kraft as torna capazes de recuperar
os químicos utilizados na polpação e, ao mesmo tempo, permite o uso dos
resíduos do cozimento da madeira para gerar energia.Fonte: Isto É Dinheiro



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