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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Do lixo ao lucro

Sustentabilidade já não é apenas uma questão de imagem corporativa - é também um fator de rentabilidade. Conheça histórias de empresas que aproveitam seus resíduos de forma estratégica e lucrativa!

A cada ano, são desperdiçados R$ 4,6 bilhões no Brasil porque não se recicla tudo o que seria possível reaproveitar. Só a cidade de São Paulo, por exemplo, gera mais de 12 mil toneladas de lixo por dia – o que, a casa semana, lotaria um estádio de futebol como o Pacaembu. E, no planeta, cada ser humano produz cerca de um quilo de lixo por dia, o que faz com que a Terra gere 400 milhões de toneladas de resíduos a cada ano. Boa parte disso vem das empresas. Mas muitas delas estão descobrindo no lixo uma importante fonte de receita – e também de reconstrução da imagem corporativa. 

  McDonald's

O óleo que move os motores “Não se trata apenas de algo voltado à imagem da empresa. Nossas projeções já indicam economia de 5% a 7% no gasto de óleo”, comemora Celso Cruz, um engenheiro químico há 11 anos no McDonald’s, hoje diretor da rede de fast-food. Iniciativa pioneira no País, a produção de biocombustível é feita em ciclo fechado: os veículos da Martin-Brower, que fazem o abastecimento do McDonald’s, testam biodiesel produzido a partir do óleo de cozinha recolhido dos próprios restaurantes. A rede McDonald’s, em seus 583 restaurantes no Brasil, compra 3milhões de litros de óleo de fritura por ano e mais 5 milhões de litros de óleo diesel.

 

Goodyear
O pneu verde

“Estamos no futuro, preocupados mais do que nunca com o planeta a economia da empresa, e a felicidade de quem participa desse processo”, comemoram, em uníssono,  Sergio Camargo, diretor  de tecnologia de pneus para a América Latina, e Giano Agostini, presidente da Goodyear no Brasil. Os dados fornecidos são impressionantes : 11 bilhões de libras (peso, não dinheiro)  é o potencial de consumo anual de isopreno, uma fonte renovável, pelas fabricantes de pneu no mundo inteiro. Além disso, 24% da matéria-prima utilizada hoje pelas indústrias de pneus é borracha sintética.


Suzano
Replantando o futuro

A Suzano, uma das maiores empresas de papel e celulose do País, assumiu um compromisso com o futuro. Além de desenvolver as mudas de reflorestamento, a empresa é praticamente autossuficiente em energia em várias de suas unidades. Na unidade Mucuri (BA), por exemplo, a empresa produz internamente 97,75% da energia consumida, em sua maioria a partir de fontes renováveis, com aplicação do reúso dos resíduos da madeira. Isso é possível graças ao processo de recuperação química que eles utilizam nas indústrias. O processo Kraft as torna capazes de recuperar os químicos utilizados na polpação e, ao mesmo tempo, permite o uso dos resíduos do cozimento da madeira para gerar energia.







Fonte: Isto É Dinheiro

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